domingo, 24 de julho de 2011

Luz...


 
"A vida começa todos os dias ."
Érico Veríssimo

Essa bela  e verdadeira frase do poeta e escritor gaúcho serve de alerta. A cada dia se aprende algo. Eu aprendo - e comemoro cada momento que me vem, o bom e o nem tanto. Pego-me festejando cada ganho - ou perda necessária. Emociono-me, mesmo, sem sentir a menor vergonha. Aliás, vergonha eu só tenho do que não faço. De como me trato, do quando deixo as culpas, que nem me cabem, serem enfiadas em minha cabeça feito chapéu enorme, tapando olhos. Bom se tapassem os ouvidos para as coisas que me entram sem nem pedir licença.
Mas, enfim, cada dia tenho uma página nova e nela entra tudo que vem,eu querendo ou não. Os medos e a coragem. As perdas e os ganhos. As lutas insanas ou nem tanto. Vida colorida ou cinza, por vezes preta mesma. Mas no conjunto todo, pontuado por estrelas criadas por mim, o resultado é bom, se me deixo ver com olhos só meus. Ou com os olhos de quem torce por mim, olhos de me amar.  E isso, de ver um lado colorido mesmo num céu eternamente nublado, é coisas de gente que quer ser feliz, como eu. Teimosa. Positiva. Que pensa no arco-íris que a espera depois da tempestade.  Por isso me cobro também, muito,  que tudo dê certo. Para que eu não faça pouco caso dos meus sonhos. Para que eu não desista. Ou pelo menos não me apertem o pescoço. Gosto de colar, até coleira se me interessar, mas não corda de enforque.
Esse final de semana aprendi   - ou melhor dizer que relembrei? - a não dar murro em ponta de faca. Ou pano para manga de roupa que não quero mais usar.  Remendar demais trapos já há muito poidos.  Levar as coisas não tão a serio se forem para me magoar. A vida, minha, só vale a pena . Pegar o que me serve e não tentar usar o que não me cabe.  Enfim: não tentar fazer do meu mundo um inferno proposto por outros. Centrar-me no que quero, no que me dá, no que sonho, no que espero. E  não nas pedras do caminho. Elas, como já disseram por ai, vão me dar base para um belo castelo. Ou muralha. E eu, estarei no meu castelo. E feliz. Como sempre quis.

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