quinta-feira, 21 de julho de 2011

Ufa...



Hoje cometi um 'joycídio'. Matei a mim  mesma e o que tenho de melhor - ou quase - ao, finalmente, depois de duas semanas  de 'folga', cumprir com minha 'obrigação' de 'dona do lar' ( título que me vem só na teoria, bom se na prática) . É, não se irrite, nem estranhe: essa frase ai é assim, cheia de ' entre aspas', ou seja, cheia de mitos que deveríamos quebrar, mas não o fazemos - e vai lá saber os porquês.
Mas isso não vem ao caso - ou ao texto. A verdade é que tive que ir ao supermercado . E aqui já vai uma ressalva : sou duas. Uma que detesta ir quando é por 'ter que' - e nela outras aspas com o mesmo significado -  e outra que ama quando é por querer. E digo mais: adoro, mas só até chegar ao caixa. E não é só pelo pagar, não, que me faz suar vez por outra. É só de lembrar que, dali para frente, é um tal de ensaca, põe no carrinho, desce ao estacionamento, abre o carro, põe no porta-malas, fecha o porta -malas, se livra do carrinho, sai com o carro, pega fila na saída, pega trânsito, chega em casa, abre o porta-malas,  tira tudo, guarda no devido lugar. E tem ainda o pensar a comida, o fazer a comida, o lavar a louça ( e os copos, e os talheres, e as panelas, e ...) coisas que sei bem até onde e onde gosto e até onde e onde odeio.  Ufa! Alguém sabe , pelo menos, se isso gasta calorias e quantas??? 
Bem, tem dia que é um total erro fazer compras. Pelo menos aqui onde moro, cidade operária que se acha pequena, mas é lotada de gente e vazia de infraestrutura. Se você vai cedo, não tem verduras e frutas. Se você vai tarde, não tem acha pequena mais verduras  e frutas. Se você vai  entre os dias 5 e 10, tem fila, se você vai no meio do mês, tem fila, se vai no final do mês, tem fila, se vai final de semana, nem entra. Se vai segunda, não tem nada nas prateleiras. Ufa 2!!!
Agora imagine: fui hoje, quinta, chovendo - o que não é muita novidade por aqui. E esqueci que eram as tais férias escolares - apesar da folga de não precisar levantar antes do galo cantar. Isso encheu os corredores de donas de casa ( ou só do trabalho da casa?) sem pressa, paradas nos corredores como quem reconhece coisas, ou de papo com a mulher do lado, amiga encontrada ou não. E suas respectivas e cheias de energia crianças  ( para que alguém em são consciência leva crianças num supermercado?) à mil, fazendo dos corredores local de brincar de se esconder ou de pegar!!! Fizeram do "supernadagrandemercado" um playground a céu coberto. E se não bastasse tudo isso, aqui é tempo de mil bailarinos a passear por ai. O festival de dança da cidade -  dizem, o maior do mundo - atrai todas as faunas que sobem ao palco para dançar. E são muitos - as faunas, os bailarinos, as danças e palcos - espalhados pela cidade. Eles também a passear e treinar passos pelos corredores como se o 'mercadinho' fosse um shopping. Isso que dá não dar a eles o que fazer
enquanto não disputam seu lugar no pódio.
Estressei. Quase um surto. Mas já passou. Tudo passa. E tem coisa que até se acha graça - ou se faz texto. Quem sabe da próxima vez eu ouço minha intuição e faço a coisa certa...seja lá o que isso for!

"Eu não quero a rotina desleixada do estresse, dia-a-dia comum.
Quero disciplina, luz, foco, tempo e espaço.
O aqui e o agora repetidos em diferentes aquis e agoras".
Verônica H., cronista

Nenhum comentário:

Postar um comentário